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Preços do arroz têm forte alta no mercado internacional

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 Como havíamos previsto em um artigo assinado neste site (de 09/08/2010), intitulado “Preços mundiais do arroz são os únicos que não subiram”, aonde ressaltávamos que “dificilmente os preços globais do arroz deixariam, no médio prazo, de responder, ao menos parcialmente, a uma nova onda altista dos preços das commodities agrícolas nas bolsas internacionais”. Isso já está ocorrendo.

No decorrer desta semana, respondendo aos problemas climáticos que vem sendo anunciados na China, Tailândia, Paquistão e outros países asiáticos, e puxados pela tendência altista que se instalou nos mercados mundiais de grãos, especialmente trigo e milho, os preços do arroz registram expressiva alta.

A possível relação entre as enchentes no Paquistão e na China e a onda de calor, seca e incêndios florestais na Rússia é o foco de debate entre especialistas dos maiores centros de pesquisa meteorológica da Europa. O debate entre peritos se intensificou, assim como o choque da comunidade internacional com a amplitude das cheias no Paquistão e na China. Segundo dados parciais, as monções - chuvas torrenciais típicas do Sudeste Asiático - já teriam provocado a morte de 1,2 mil paquistaneses, além de desabrigar outro 1,8 milhão.

Vivendo o fenômeno inverso, a Rússia enfrenta há 15 dias as maiores temperaturas em mil anos. Para alguns dos institutos de meteorologia mais importantes da Europa, os fenômenos estão interligados. A explicação para a intempérie no Paquistão seria o chamado jet-stream, corrente de ar que circula em altas altitudes - entre 6 e 15 quilômetros da superfície -, a uma velocidade média de 100 km/h, e que pode se estender por milhares de quilômetros. Com a onda de calor, uma jet-stream teria se formado a partir da Rússia. Sobre o Paquistão, a corrente teria se chocado com uma monção de intensidade anormal oriunda do Sul.

O mais expressivo para o mercado de arroz é a forte alta das cotações no Vietnã, até então o país exportador asiático que ofertava o produto beneficiado aos mais baixos preços da região. No Vietnã, o arroz beneficiado Viet 5% subiu para US$ 400,00 a tonelada FOB nesta segunda semana de agosto, contra US$ 370,00 a tonelada na primeira semana de agosto e US$ 350,00 na segunda quinzena de julho. Esse produto chegou a estar cotado a US$ 340,00 a tonelada na segunda quinzena de abril, depois de ter subido para US$ 489,00 a tonelada na primeira quinzena de janeiro de 2010.

O preço do arroz tailandês deve seguir o mesmo caminho. O produto também já mostra reação na Tailândia. O arroz Thai 100%B subiu para US$ 462,00 a tonelada FOB nesta segunda semana de agosto, contra US$ 445,00 na primeira semana de agosto. O preço vinha em queda até maio passado, após atingir US$ 609,00 a tonelada na primeira quinzena de janeiro de 2010.

No artigo em questão (de 09/08/2010), havíamos afirmado que, com a quebra da safra de trigo no Leste Europeu, com fortes perdas na Rússia, os preços do trigo subiram vertiginosamente e puxaram os preços do milho. 1/6 do trigo mundial é usado em rações e as quebras levam junto os preços mundiais do milho. Nos últimos 30 dias, os preços mundiais do trigo subiram 70%, os do milho 21% os da soja, 15%. Os preços mundiais do arroz ainda podem registrar mais altas nas próximas semanas, induzidos pelas adversidades climáticas em regiões de produção e pela escalada dos outros grãos no mercado global.

FONTE: Carlos Cogo Consultoria

http://www.planetaarroz.com.br/site/noticias_detalhe.php?idNoticia=7884

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